Conhece a liberdade, somente quem um dia a perdeu.
Ama de verdade aquele que vê em outro ser o que deseja vissem nele próprio.
Talvez este não seja o melhor começo para tentar falar sobre a obra de Jorge Candido "LUCI - Um Retrato de Mulher". Todavia o prezado leitor atentamente conduzido pela leitura certamente haverá de chegar à mesma conclusão. É que ao descrever toda uma história de amor, abnegado, bravo, valente, heróico, desprendido, buscando traçar a figura ímpar e inconfundível de uma mulher, esposa, mãe, avó, companheira, amante e amada, o autor acaba por retratar um pouco de si próprio. É ele, um cavaleiro andante, um espadachim de ideais, lutando com todas as forças de sua inteligência em prol de uma sociedade sonhada e que um dia haverá de ser implantada na face da terra. É um "doido" a quem as chicotadas da polícia não vergam o caráter apesar das marcas sangrentas no corpo. É preso, humilhado, respeitado, um líder dentre os encarcerados. Nele corre o sangue das terras lusíadas. O autor é uma incógnita... Aliás, nem precisaria ele próprio imaginar-se alguém que sabe o dia em que vai morrer. De fato, ele e Luci parecem seres de outro mundo. Luci o amor que chegou na hora certa; floresceu no coração indomável do guerreiro, que frutificou com o ajuste das almas gêmeas e dos corpos ardentes, gerou lindos filhos que, geraram netos.
Luci... Bálsamo tranqüilizante..., perfume inebriagador..., coragem entusiasmante, sonho acalentado, enfim, arrimo de um homem nas horas mais duras.
Ao fim, eu e você, leitores admirados e indecisos, restamos tragados pela dúvida inicial, por não termos conseguido descobrir se Luci é um retrato de mulher ou se Luci é a mulher que existe dentro da alma do autor.
Advogado,
Professor Universitário
Autor
de Direito, com várias obras publicadas
Juiz
do Tribunal de Impostos e Taxas do Est. de S.Paulo
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"Apesar de já ter visto muito sofrimento, acredito que ninguém tenha sofrido tanto quanto Luci e o autor".
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"Voltei vinte anos no tempo e revivi momentos angustiantes da vida deste país".
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"Uma obra incrível, digna de ser lida e relida várias vezes".
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"Só quem tenha vivido os duros anos da repressão, pode entender o valor real desta obra".
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"Sabe pai, discordo sobre o que diz da religião... Não digo que está errado, mas acredito que no mundo em que vivemos, na nossa verdadeira realidade, o povo tem que crer em algo que o faça ter esperanças...
Desculpe-me se entrei nesses detalhes da obra, mas me passou como algo muito forte para leitores fracos e pobres de espírito".
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"É uma obra com força literária, mas sem ficar presa à violência; descreve os incontáveis sofrimentos pessoais sem pieguice.
Digna de figurar entre as grandes obras que versam sobre os terríveis anos de chumbo do período mais triste de nossa história".
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"É uma história muito triste e real.
É a perda da inocência e das ilusões dela. Se valeu a pena? Não sei!
Desculpe não posso gostar porque eu curti muita raiva, revolta e pena na época, e lendo senti voltar...
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"Na sua franqueza e "fraqueza", evidentes se fazem a sua grandeza e força interior por lutar pelo incerto, provavelmente o melhor.
A esperança. Quem assim o garante?
Cúmplices nessa esperança, Jorge e Luci revelaram a superioridade acima da dor.
Vencedora a dor ou a vida?
Quem assim o garante?
Se possível for, da fé no futuro precisamos obter a força necessária para olvidar-nos do passado."
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"A obra em tela, muito oportuna, constitui contribuição valiosa para tantos quantos almejem aprofundar o conhecimento sobre o momento difícil da vida deste país."
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"Luci e Jorge estavam predestinados um para o outro; não existe brisa sem haver tempestade; não existe trevas, se não houver a luz para iluminá-la; não existe a paz, se não experimentar a guerra... A vida de Jorge estava predestinada por Deus, para que passasse por todas aquelas experiências, inclusive como espectador da própria vida... "
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Lamentavelmente, não tenho como contestar a revelação das mazelas do Sistema Penitenciário, retratadas com muita propriedade nas páginas de seu livro. Você sentiu na pele o sabor amargo da adversidade e seu efeito deletério que dela é emanada, sempre com muita intensidade, para desgraça daqueles que, de uma forma ou de outra, adentram o "Portal do Inferno", que não o de "Dante", mas o das nossas "Casas de Regeneração", sobejamente conhecidas pela "eficiência" da terapêutica adotada, razão pela qual a Sociedade que também recebe os seus reflexos, nunca vê com bons olhos o egresso que carrega marcas indeléveis de um tratamento defeituoso que recebeu no cárcere.
O que despertou muito a minha atenção no conteúdo dos seus escritos, foi a revelação de uma sensibilidade que você não deixou morrer em sua alma, apesar do contato direto com a brutalidade desse "mundo cão". Eis que, de forma ardente e com muito respeito, o seu amor e carinho pela sua Luci, aflorou, em cada linha, sem restrições.
Pareceu-me que esse sublime sentimento foi e é para você, o que o néctar das flores é para o beija-flor, dando-lhe força para sobreviver. Obviamente, um coração que ama não dá guarida a outro sentimento que não seja nobre."
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