LUCI - UM RETRATO DE MULHER

Conhece a liberdade, somente quem um dia a perdeu.

Ama de verdade aquele que vê em outro ser o que deseja vissem nele próprio.

Talvez este não seja o melhor começo para tentar falar sobre a obra de Jorge Candido "LUCI - Um Retrato de Mulher". Todavia o prezado leitor atentamente conduzido pela leitura certamente haverá de chegar à mesma conclusão. É que ao descrever toda uma história de amor, abnegado, bravo, valente, heróico, desprendido, buscando traçar a figura ímpar e inconfundível de uma mulher, esposa, mãe, avó, companheira, amante e amada, o autor acaba por retratar um pouco de si próprio. É ele, um cavaleiro andante, um espadachim de ideais, lutando com todas as forças de sua inteligência em prol de uma sociedade sonhada e que um dia haverá de ser implantada na face da terra. É um "doido" a quem as chicotadas da polícia não vergam o caráter apesar das marcas sangrentas no corpo. É preso, humilhado, respeitado, um líder dentre os encarcerados. Nele corre o sangue das terras lusíadas. O autor é uma incógnita... Aliás, nem precisaria ele próprio imaginar-se alguém que sabe o dia em que vai morrer. De fato, ele e Luci parecem seres de outro mundo. Luci o amor que chegou na hora certa; floresceu no coração indomável do guerreiro, que frutificou com o ajuste das almas gêmeas e dos corpos ardentes, gerou lindos filhos que, geraram netos.

Luci... Bálsamo tranqüilizante..., perfume inebriagador..., coragem entusiasmante, sonho acalentado, enfim, arrimo de um homem nas horas mais duras.

Ao fim, eu e você, leitores admirados e indecisos, restamos tragados pela dúvida inicial, por não termos conseguido descobrir se Luci é um retrato de mulher ou se Luci é a mulher que existe dentro da alma do autor.

Augusto Toscano

Advogado, Professor Universitário

Autor de Direito, com várias obras publicadas

Juiz do Tribunal de Impostos e Taxas do Est. de S.Paulo

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"Apesar de já ter visto muito sofrimento, acredito que ninguém tenha sofrido tanto quanto Luci e o autor".

Roberto Ribas de Oliveira

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"Voltei vinte anos no tempo e revivi momentos angustiantes da vida deste país".

Nelson Nogueira Telles

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"Uma obra incrível, digna de ser lida e relida várias vezes".

Rogério Antonio

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"Só quem tenha vivido os duros anos da repressão, pode entender o valor real desta obra".

Marcos Gomes Barbosa

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"Sabe pai, discordo sobre o que diz da religião... Não digo que está errado, mas acredito que no mundo em que vivemos, na nossa verdadeira realidade, o povo tem que crer em algo que o faça ter esperanças...

Desculpe-me se entrei nesses detalhes da obra, mas me passou como algo muito forte para leitores fracos e pobres de espírito".

Lucy Fabiana G. C. Viana

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"É uma obra com força literária, mas sem ficar presa à violência; descreve os incontáveis sofrimentos pessoais sem pieguice.

Digna de figurar entre as grandes obras que versam sobre os terríveis anos de chumbo do período mais triste de nossa história".

Wilton Maurélio

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"É uma história muito triste e real.

É a perda da inocência e das ilusões dela. Se valeu a pena? Não sei!

Desculpe não posso gostar porque eu curti muita raiva, revolta e pena na época, e lendo senti voltar...

Marilene Guidugli Tomé

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"Na sua franqueza e "fraqueza", evidentes se fazem a sua grandeza e força interior por lutar pelo incerto, provavelmente o melhor.

A esperança.  Quem assim o garante?

Cúmplices nessa esperança, Jorge e Luci revelaram a superioridade acima da dor.

Vencedora a dor ou a vida?

Quem assim o garante?

Se possível for, da fé no futuro precisamos obter a força necessária para olvidar-nos do passado."

Virginia Martinez Dammroze

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"A obra em tela, muito oportuna, constitui contribuição valiosa para tantos quantos almejem aprofundar o conhecimento sobre o momento difícil da vida deste país."

Álvaro Dias

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"Luci e Jorge estavam predestinados um para o outro; não existe brisa sem haver tempestade; não existe trevas, se não houver a luz para iluminá-la; não existe a paz, se não experimentar a guerra... A vida de Jorge estava predestinada por Deus, para que passasse por todas aquelas experiências, inclusive como espectador da própria vida... "

Marina Malta Alves Catapani

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Lamentavelmente, não tenho como contestar a revelação das mazelas do Sistema Penitenciário, retratadas com muita propriedade nas páginas de seu livro. Você sentiu na pele o sabor amargo da adversidade e seu efeito deletério que dela é emanada, sempre com muita intensidade, para desgraça daqueles que, de uma forma ou de outra, adentram o "Portal do Inferno", que não o de "Dante", mas o das nossas "Casas de Regeneração", sobejamente conhecidas pela "eficiência" da terapêutica adotada, razão pela qual a Sociedade que também recebe os seus reflexos, nunca vê com bons olhos o egresso que carrega marcas indeléveis de um tratamento defeituoso que recebeu no cárcere.

O que despertou muito a minha atenção no conteúdo dos seus escritos, foi a revelação de uma sensibilidade que você não deixou morrer em sua alma, apesar do contato direto com a brutalidade desse "mundo cão". Eis que, de forma ardente e com muito respeito, o seu amor e carinho pela sua Luci, aflorou, em cada linha, sem restrições.

Pareceu-me que esse sublime sentimento foi e é para você, o que o néctar das flores é para o beija-flor, dando-lhe força para sobreviver. Obviamente, um coração que ama não dá guarida a outro sentimento que não seja nobre."

Luiz Camargo Wolfmann

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